sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O sertão eterno em xilo

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José Nêumanne

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A Cirogravura, xilogravura de Ciro, transporta o calor e a fresca, a amargura e a doçura, a soleira e o luar do sertão, de onde veio, para a Guanabara, onde vai ficando.

José Nêumanne

30 Janeiro 2018 | 17h04

Ciro de Uiraúna por Chico Caruso na capa do encarte especial Ciro Fernandes na Leia Felc

Ciro foge do lugar comum em todos os sentidos. Em primeiro lugar, é um sertanejo de origem, de uma família de camponeses e artesãos, mas chegou às artes plásticas por duas vias diferentes, ambas de alguma forma ligadas ao mercado capitalista, e não às feiras livres de nossa cidade natal, Uiraúna, no interior mais ermo da Paraíba. Seu talento inato para o desenho não o levou, de início, à arte do povo, mas ao comércio propriamente dito. Migrou do sertão, foi morar num bairro distante da Zona Leste de São Paulo, Itaquera, o mesmo que abriga hoje o estádio do Corinthians, usado para a abertura da Copa do Mundo do Brasil em 2014. Hospedava-se na pensão de um conterrâneo e nela conheceu, apaixonou-se, noivou e se casou com Ritinha, com quem vive e tem dois filhos, Bruno e Milena. O prenome do filho evoca o sobrenome do mártir do livre pensar, o monge Giordano Bruno, queimado em praça pública no Campo dei Fiori na eterna capital do mundo, Roma. Milena herdou o nome das leituras do pai sobre a noiva sempre amada de Franz Kafka, não um artista plástico, mas o maior romancista da literatura ocidental no século XX. Não um nome comum aos Fernandes da Quixaba, mas um belo nome de mulher tirado de um clássico da literatura epistolar da cultura judaico-alemã de Praga, capital da República Checa e centro da rebelião contra a ocupação imperialista soviética nos emblemáticos anos 60 do “é proibido proibir”.

Ciro começou nas artes plásticas pintando bois para açougues e cartazes de lojas do comércio popular da periferia onde conheceu Ritinha. Por coincidência, as mesmas origens do catalão Francesc Petit, imigrante que se juntou a outro barcelonês, José Zaragoza, e a um descendente de fenícios, Roberto Duailibi, para formarem em São Paulo uma das agências de publicidade reconhecidas como das mais criativas do Ocidente em todos os tempos. E Ciro também passou pela publicidade. Quando o conheci, ele era diretor de arte de uma pequena agência com sede num modesto escritório no centro do Rio. A prolífica família Fernandes, oriunda da mesma Uiraúna, lá de onde vim, morava a poucos metros da Vila da Penha, onde foi criado um dos deuses do futebol carioca, o baixinho Romário. Mas num determinado momento Ciro sentiu pulsar a alma do artista matuto ao longo das veias das mãos, que  até então usava para fazer caprichados past ups de arte final de anúncios, um passo acima na escala social do desenhista de letras e algarismos das lojas de Itaquera. Em sua vida de peregrino pela cidade grande, egresso do ermo do Rio do Peixe, Ciro cruzou com outro paraibano, Zé Altino, artista plástico (colega de Antônio Dias, Raul Córdula, Waldemar Solha, Flávio Tavares, Miguel dos Anjos, Chico Pereira), com prestígio entre os atores (Ednaldo do Egito, Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Sávio Rolim), maestros (Marcus Vinicius, Kaplan, Siqueira), poetas (Marcos Tavares, Sérgio de Castro Pinto, Jomar Moraes), humoristas (Anco Márcio, Chaolin, Jessiere Quirino), cantores e compositores (Zé Ramalho, Kátia de França, Chico César, Jaguaribe Carne), críticos (Virginius da Gama e Melo, Barreto Neto, Jurandy Moura), cineastas (Carlos Aranha, Linduarte Noronha, Willis Leal, Ipojuca Pontes, José Marinho, Vladimir Carvalho, Walter Carvalho, Machado Bitencourt).

A relação incompleta dos grandes talentos daquela geração  servirá apenas para aduzir que Zé Altino não era propriamente um artista conectado em linha direta com folclore e artesanato, mas muito mais com o mercado, do qual Ciro fugiu quando encontrou nele o professor adequado para ensinar a técnica artística que podia ter aprendido na casa materna com o tio Chico de Marocas, artesão de talento e gosto. Foi o encontro do sertanejo na diáspora com o artista múltiplo com quem poderia dialogar entre irmãos de opa, embora de origens e formação diferentes. Zé Altino encontrou em Ciro de Uiraúna o discípulo talhado para a xilogravura, a modalidade dos gravadores sertanejos que encontravam na madeira material para produzir capas de folhetos de cordel, vendidos em barracas. E lá foi Ciro talhar nas formas de pau santos e putas, cangaceiros e soldados, políticos e capiaus. Suas memórias do sertão reproduziram talhas geniais de Dom Quixote e Dulcineia, Lampião e Maria Bonita, quengos e boçais.

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Ciro de Socorro de Abdoral não fez muitas vezes nem de forma definitiva uma viagem de volta ao sertão de origem, mas o sertão do Rio do Peixe não está presente nele apenas no nome do vilarejo que virou cidade e ele adotou como pseudônimo artístico. Uiraúna do fogueteiro Vitô, do cozinheiro Verton, da assistente social Erundina, do doido Labrada, da puta Escurinha, do cônego Anacleto, do saxofonista Zé de Milta, do cego Dedé, do bispo dom Luiz Fernandes, do monsenhor Manuel Vieira, do artista de rádio Barros de Alencar, do cirurgião do Senado que operou Tancredo, dr. Pinheiro da Rocha, e deste escriba que lhes toma o tempo desta leitura, está entranhada na sua memória afetiva como a tinta que imprime no papel as ranhuras feitas com cinzel na forma de suas xilogravuras. Nas bandeirolas juninas, nas cenas de cantorias de viola e rebeca, nos touros bravos das vaquejadas, nos amarelos que engabelam valentões o sertão se reproduz na obra dele como marcas vivas de suas raízes de mandioca e da floração dos cactos do semiárido. Ciro é o calor e a fresca, a amargura e a doçura, a soleira e o luar do ambiente que se transplanta para as margens da Baía da Guanabara sempre que de suas mãos brota a própria arte bela, singular e afoita.

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*Jornalista, poeta e escritor

Isabel e Nêumanne, em bico de pena de Ciro de Uiraúna, ilustração do texto na Leia Felc

Ex-jogador da Chape morre em acidente em Santa Catarina


Fábio Azevedo não resistiu a uma colisão com caminhão na BR-282, e faleceu aos 41 anos madrugada desta sexta-feira

RADAR / LANCE!

2 FEV2018

15h50

atualizado às 15h55

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O futebol catarinense está de luto. Ex-jogador com duas passagens pela Chapecoense, Fábio Azevedo morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 41 anos, após se envolver em um grave acidente automobilístico no Km 604 da BR-282, na altura de Maravilha, na Zona Oeste de Santa Catarina.

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Ex-atacante não resistiu após carro que conduzia invadir a contramão e colidir com caminhão

Foto: Divulgação / PRF / LANCE!

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro do ex-atacante conduzia invadiu a contramão da estrada e colidiu com um caminhão. Após o acidente, Fábio Azevedo, seu filho de 13 anos e um homem de 37 anos (que o acompanhavam no carro) foram transferidos para o Hospital São José, em Maravilha. No entanto, o ex-jogador não resistiu.

O filho de Fábio Azevedo e homem de 37 anos sofreram ferimentos leves, assim como o motorista de caminhão. O carro que o ex-jogador conduzia ficou totalmente destruído com o impacto da colisão.

Ex-jogador da Chapecoense morre em acidente no Oeste de Santa Catarina

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Ex-atacante não resistiu após carro que conduzia invadir a contramão e colidir com caminhão

Foto: Divulgação / PRF / LANCE!

Fábio Azevedo (que também era conhecido como Fabinho Azevedo) se notabilizou por sua vasta ligação com o futebol catarinense. Além de vestir a camisa da Chapecoense entre 2003 e 2004, e entre 2009 e 2010, atuou pelo Tubarão em 2002 e no Concórdia em 2011.

Com dupla nacionalidade como jogador, defendeu a seleção do Togo. Além disto, atuou por clubes de El Salvador. Após pendurar as chuteiras, Fábio Azevedo organizava competições nas categorias de base e morava com sua família no Oeste de Santa Catarina.

Facebook perde 1 milhão de usuários em sua terra natal; queda é a 1ª na história da rede social

Número de usuários ativos diariamente nos Estados Unidos e Canadá caiu para 184 milhões no 4º trimestre de 2017.

Por G1

01/02/2018 10h27  Atualizado 01/02/2018 10h32

Mark Zuckerberg durante evento em Chicago, nos Estados Unidos (Foto: Nam Y. Huh/AP)

Apesar de o Facebook ganhar 32 milhões de novos usuários em todo mundo no quarto trimestre de 2017, a empresa viu o volume de pessoas que acessam a rede social cair em 1 milhão em sua terra natal no período.

De acordo com dados financeiros anunciados pela empresa nesta quarta-feira (31), o número de usuários no Canadá e nos Estados Unidos caiu de 185 milhões, antes os 184 milhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. É a primeira vez que a companhia enfrenta uma redução no contingente de usuários ativos na região em que nasceu.

Esse número conta apenas as pessoas que acessam o Facebook todos os dias. O total de usuários da rede social, que contabiliza o total de indivíduos que se logaram pelo menos uma vez no mês, permaneceu estável em 239 milhões.

Por outro lado, o Facebook conseguiu elevar para US$ 26,76 a receita obtida com cada usuário norte-americano e canadense, uma alta de 35% na comparação ano a ano.

No mundo, a rede social viu sua base de usuários mensais chegar a 2,13 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2016.

No ano, o número de usuários ativos diários subiu para 1,4 bilhão. Só que os 32 milhões de novos membros da rede social no quatro trimestre representam o menor acréscimo trimestral em dois anos.

Horas gastas menor

Nos últimos meses, o Facebook promoveu uma série de mudanças:

Reduziu a exibição de publicações de empresas no feed de notícias das pessoas e ampliou os posts de familiares e amigos;Diminuiu o alcance de postagens de veículos de imprensa, como um efeito colateral de sites de “notícias falsas”.

Não está claro se essas alterações foram as responsáveis por diminuir o número de usuários na plataforma na América do Norte.

O Facebook admite, no entanto, que essas mudanças afastaram as pessoas.

“Nós estimamos que essas atualizações reduziram o tempo gasto no Facebook em cerca de 5% no quarto trimestre. Colocando de outra forma: nós fizemos mudanças que reduziram o tempo gasto no Facebook em 50 milhões de horas por dia para fazer que o tempo seja mais bem gasto”, afirmou Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook.


Receita maior

O Facebook registrou salto de 47% na receita no quarto trimestre de 2017, para US$ 12,97 bilhões. A receita para todo o ano também cresceu 47%, para US$ 40,65 bilhões.

O lucro líquido atribuído aos acionistas do Facebook aumentou para US$ 4,27 bilhões, ante US$ 3,56 bilhões no mesmo período do ano anterior. A alta foi de quase 20%.

A receita total de publicidade foi de US$ 12,78 bilhões no quarto trimestre, acima da estimativa do mercado. O faturamento de anúncios para dispositivos móveis representou 89% do total de vendas publicitárias, ante 84% um ano antes.

INSS vai liberar aposentaria por tempo de contribuição pela web

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Economia

Desde setembro, o INSS passou a conceder a aposentadoria por idade de forma automática

Por Da redação

access_time2 fev 2018, 08h07

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O INSS alerta que por isso é importante que os dados do trabalhador segurado estejam corretos na base de dados (Arquivo/Agência Brasil)

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)vai facilitar a concessão da aposentadoria por tempo de contribuição. A partir da segunda semana deste mês, os segurados não precisarão se deslocar até uma agência do INSS para dar entrada no pedido de aposentadoria. O requerimento poderá ser feito pela internet.

A mudança faz parte das mudanças implementadas desde o ano passado para facilitar a concessão de benefícios previdenciários. Desde setembro, o INSS passou a conceder a aposentadoria por idade de forma automática, 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O último resultado do Datafolha desmoraliza a guerra judicial contra Lula. Por Mauro Santayana

Por

 Diario do Centro do Mundo

 - 

1 de fevereiro de 2018

Publicado no blog de Mauro Santayana

O último resultado do Datafolha, em que Lula continua liderando, olimpicamente, todos os cenários, desmoraliza a indecente Lawfare – verdadeira guerra judicial – movida por setores carimbados da “justissa” brasileira contra o ex-presidente da República.

Caso continuem cercando-o de acusações – como o implacável lupino ao ovino de La Fontaine – e o mantenham impedido de disputar a presidência, os inquisidores lavajatistas da República de Curitiba, secundados pelo TRF-4 e eventualmente por certos ministros da Suprema Corte, intervirão, pornograficamente, diante dos vigilantes olhos da História, com a vontade da maioria da população brasileira e com o rumo das eleições de 2018, entregando de mão beijada o poder a Bolsonaro no final do ano, a não ser que ele também seja eventualmente “cassado”, pela descarada campanha antecipada – com direito a mais de 100 páginas no Facebook, “adesivaços“ públicos, outdoors, etc – que tem feito há anos.

Ódio demais emburrece.

Limites estratégicos existem, até mesmo para a infâmia.

O veneno, quando é muito, acaba dando fim, como uma septicemia, ao repulsivo peçonhento, irracional e baboso.

Preso, Lula vira farol, até a sua saída da cadeia, como um Martin Luther King, um Mandela ou um Gandhi – caso não o assassinem, uma situação nada incomum em um país como o nosso.

Morto, enquanto estiver lá dentro, ele se transforma em mártir.

Em uma espécie de Perón, com a sua sombra inequívoca influenciando de forma decisiva  a política nacional nos próximos anos.


Mulher envenena jantar de marido em Campina Grande VIDEO


Crime passional teria sido motivado por ciúmes; homem estaria se relacionando com outra mulher.

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Mulher mata marido envenenado com chumbinho

Segundo a delegada Ellen Maria, responsável pela investigação do caso, em depoimento prestado na manhã desta quinta-feira, Ednalva Laurinda Ferreira disse que praticou o crime porque o marido, Irenaldo Bezerra, que trabalhava como pedreiro, estava mantendo um relacionamento com outra mulher.

De acordo com o relato, ela colocou um veneno de rato, conhecido como chumbinho, na comida e serviu ao marido. Depois de jantar, o mesmo foi dormir, sendo encontrado morto na manhã desta quinta.

Conforme a delegada, a mulher passou a noite toda com o cônjuge, que provavelmente passou muito mal antes de morrer, e nesta manhã procurou por parentes para confessar o crime. Os parentes prontamente chamaram a polícia e denunciaram o fato. A assassina confessa foi presa e encaminhada para a carceragem na Central de Polícia do município. O corpo de Irenaldo Bezerra foi recolhido e levado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) para o procedimento de autópsia.

NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU! E SE VÊ SE FAZ DE CEGO.

Esse não é o principal objetivo do blog. Nossa Gente, todavia se faz necessário mostrar o descaso para com os moradores do Bairro Nova Morada, mais precisamente na Rua Manoel Joaquim de Araujo Neto. Esse mesmo assunto tem sido motivo em um espaço/tempo de três a quatro anos, em que eu venho trazendo á público pela terceira vez. Talvez por eu ser um dos muitos prejudicado com os malefícios que esta irresponsabilidade nos traz. Eu estou falando do velho e conhecido esgoto a céu aberto aqui na minha Rua. Houve uma tentativa de solucionar este problema por volta de, salvo engano, 10 meses atrás. Mais foi pouco mais de um mês e tudo voltou a mesma calamidade de sempre. Mais alguém pode me perguntar, e o que você quer que se faça?  É eu respondo! É bem simples, resolvam. Eu não vou aqui mencionar quem é responsável, pois os responsáveis sabem que teem essa responsabilidade e só não resolvem por que fazem pouco caso dos nossos problemas. O risco de doenças, o mal cheiro que assim como eu e toda minha família, e mais todos os moradores da vizinhança, somos obrigado a suportar por todos esses quase quatro anos que eu venho reclamando e ninguém faz nada é revoltante. Mais o mecanismo está aqi, acredito que alguns representantes do povo, os senhores vereadores, meu amigão J. Honorato, Grande jornalista da Rádio Líder. Sílvio Leão, da Radio Quixeré fm. Nos ajude, façam que tudo isso chegue até ao ouvidos da gestão Municipal, porque eu sei que à administração não sabe do que esta se passando conosco. Mais eu espero que dessa vez alguém tome uma atitude e solucionem esse antigo problema da nossa rua.

Limar Araujo.